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O Diário Oficial da União desta quinta-feira (14) traz a publicação do Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura de trigo de sequeiro no Distrito Federal, ano-safra 2020/2021. 

O Zarc traz, além do calendário de semeadura, orientações como padrão mínimo admissível de tecnologia de produção e as informações técnicas aprovadas pela Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale. Na cultura buscou-se identificar os períodos de semeadura com menor risco climático para o cultivo de trigo de sequeiro no Estado, em três níveis de risco (20%, 30% e 40%) e em conformidade com o grupo da cultivar e o tipo do solo.

Nas regiões tradicionais de cultivo comercial de trigo (Triticum aestivum L.) no Brasil, os maiores riscos de perda de produção estão relacionados com geada no espigamento (região temperada), excesso de chuva/umidade elevada, que, na fase inicial de enchimento de grãos, pode dar causa a doenças de espiga de difícil controle (giberela na região temperada e brusone na região tropical) ou acarretar, no período de colheita, a perda de qualidade tecnológica dos grãos; além de deficiência hídrica e temperatura elevada (região tropical). 

No trigo de sequeiro no Distrito Federal, usou-se áreas preferenciais acima de 700 m de altitude e, como primeiro fator de risco, o diagnóstico de risco de geada na fase de espigamento, pela mensuração de temperaturas mínimas. Também foi feita a análise hídrica, segundo fator de risco, que levou em consideração as seguintes variáveis: precipitação pluvial, evapotranspiração potencial, ciclo da cultura e fases fenológicas, coeficientes de cultura e capacidade de armazenamento de água disponível conforme o tipo de solo, considerando-se como críticas as fases I (estabelecimento da cultura no campo), III (enchimento de grãos) e IV (10 dias do final de ciclo). 

A cultura do trigo vem ganhando espaço no Planalto Central. Na safra 2020 a produção cresceu  mais de 74% em relação à anterior, passando de 6,3 mil toneladas para 11 mil toneladas. O estado tem uma das melhores produtividades do país na cultura, com 4,2 kg/ha, o dobro do Sul do Brasil, tradicional região produtora do cereal.
 



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