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Ao contrário dos humanos que podem sair do sol e ir para a sombra se estiver muito quente, uma planta não tem esse luxo. E, ao contrário das plantas, a maioria dos humanos tem acesso à água quando precisa. As plantas aprenderam a administrar uma série de fatores ambientais, bons e ruins, que lhes permitem crescer e produzir uma colheita abundante.
Nesse contexto, Wendy Zellner, pesquisadora da Universidade de Toledo, nos Estados Unidos, escreveu um artigo para o portal internacional mundoagropecuario.com, ilustrando os motivos causadores de estresses nas plantas. O primeiro deles é a temperatura. “Algumas plantas desenvolveram camadas espessas em suas folhas para se adaptar ao estresse ambiental. Outros abrem e fecham melhor seus estômatos, estruturas semelhantes a poros em suas folhas que ajudam a regular a temperatura e o conteúdo de água”, disse.
Já os recursos hídricos são bastante complicados de administrar e também causam estresse. “Muito (inundações) ou muito pouco (seca) é ruim, e “a coisa certa” depende da planta. O excesso de chuva também pode prejudicar as plantas, pois as inundações reduzem a quantidade de ar na estrutura do solo. As plantas obtêm grande parte do oxigênio dos poros do solo, que, em vez disso, se enchem de água durante as inundações”, completou.
Além disso, as tensões químicas também influenciam. “Alguns solos estão contaminados com outros produtos químicos, como metais pesados ou derivados de petróleo, e isso causa estresse em muitas plantas. As aplicações inconsistentes de fertilizantes também podem causar estresse, pois muito ou pouco fertilizante reduz os rendimentos. Muito fertilizante pode significar que nutrientes e água estão sendo enviados para áreas como as folhas, levando os nutrientes para longe do desenvolvimento de frutas ou grãos”, concluiu.
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