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Lavoura na Argentina. Exportações agrícolas foram taxadas pelo novo governo (Foto: © Ariel Mendieta/ed. globo)

Lavoura na Argentina. Exportações agrícolas foram taxadas pelo novo governo (Foto: © Ariel Mendieta/ed. globo)

Dias depois de tomar posse, o novo governo da Argentina adotou uma medida temida pelo agronegócio do país. O presidente Alberto Fernández decretou o aumento das retenções de 9% para todos os produtos agroindustriais e 27% para a soja. A decisão, publicada neste sábado (14/12) pelo Boletim Oficial, elimina o sistema anterior. No governo de Maurício Macri, os exportadoes pagaravam 4 pesos por dólar exportado.

O aumento do valor dos impostos para as exportações agroindustriais era dado como certo pelos produtores e empresas, que esperavam uma alíquota geral de entre 10% a 12% durante a campanha presidencial, quando os representantes do setor se reuniram com a equipe de Fernández. O empresário do Grupo Los Grobo, Gustavo Grobocopatel, afirmou recentemente à Revista Globo Rural, que as retenções tinham que ser diferenciadas porque a realidade do país hoje é de crise econômica com inflação e dólar elevadíssimos, o que coloca pequenos, médios e até grandes produtores em situação delicada.

“Um produtor do norte não tem condições de pagar retenções elevadas”, disse Grobocopatel que esperava um diálogo antes do governo de tomar esse tipo de medida.

O governo argumentou no decreto que “a grave situação pela qual atravessam as finanças públicas, resulta necessária a adoção de medidas de caráter fiscal que permitam atender, pelo menos parcialmente, os desembolsos orçamentários com recursos genuínos”.

Em um segundo decreto, o ministro de Agricultura Luis Bastera suspendeu o registro de novas exportações na próxima segunda (16/12). “O governo nacional adotou a decisão de proceder a modificar alguns dos direitos de exportação, portanto, a necessidade de preservar a tansparência do mercado, enquanto se procede com a adoção da medida, torma recomendável a suspensão temporária do Registro de Declarações Juramentadas de Venda ao Exterior (DJVE)”, argumentou Bastera.

Este decreto acendeu os sinais de alerta nos produtores que suspeitam que neste fim de semana sejam adotadas novas medidas para o setor. Nas últimas duas semanas cresceu a versão de que o aumento para o complexo oleaginoso seria de 30% ou 35%, enquanto o trigo pagaria 20% e o milho 15%.

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