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caminhos da safra – soja – porto – rodovia – máquinas agrícolas – bahia (Foto: Fellipe Abreu/Editora Globo)

Soja em armazém na Bahia (Foto: Fellipe Abreu/Editora Globo)

Depois do caos no mercado financeiro e de commodities na segunda-feira (9/3), o dia é de recuperação de pelo menos parte das perdas do dia anterior. Soja, milho e café sobem nas suas respectivas bolsas, acompanhando um mercado financeiro que vive, segundo especialistas, a expectativa de estímulos à economia, diante do avanço do coronavírus e de temos cada vez maiores de retração econômica.

Em meio a este cenário, as diversas cadeias produtivas do agronegócio buscam se posicionar. Na soja, enquanto a bolsa de Chicago acompanha a volatilidade dos mercados, um indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta cotações internas sustentadas pela valorização do dólar, com a saca de 60 quilos acima de R$ 90, base Porto de Paranaguá.

É a mesma taxa de câmbio que, de outro lado, o produtor rural colocar na equação ao planejar a próxima safra, já que os preços de insumos também são atrelados à moeda americana.

O café, que, na contramão dos demais mercados, subiu na Bolsa de Nova York, deu sequência a este movimento, nesta terça-feira (10/3). O contrato de maio fechou a sessão valendo US$ 1,1435, alta de 515 pontos, com o mercado, segundo analistas, observando, de um lado, coronavírus e petróleo e, de outro, o quadro de oferta e demanda do produto.

Thiago Cazarini, corretor de café, de Varginha (MG), acredita que, no curtíssimo prazo, a tendência é do petróleo e do coronavírus pesarem mais sobre o mercado. Mas ele pondera que a disponibilidade de café deve ser baixa pelo menos até meados de junho. A expectativa é de volatilidade.

“As exportações tendem a baixar um pouco. O maior problema é a disponibilidade baixa até junho. Cafés da Colômbia e da América Central estão caros. E o produtor brasileiro com vendas futuras a preços bem acima do mercado atual”, diz ele, em conversa com Globo Rural, pela internet.

Carnes

No mercado de carnes, a China, em que pese ser o epicentro da epidemia de coronavírus, continuou comprando. Em fevereiro, as exportações de carne de frango subiram 10% e o principal comprador foi o país asiático, comprando 59% a mais no primeiro bimestre do ano. Na carne suína, o resultado foi mais significativo.

Em evento, em São Paulo (SP), o consultor Alexandre Mendonça de Barros, da MB Agro, reforçou sua aposta de que a necessidade de recompor a oferta vai falar mais alto e a China tende a comprar mais proteína animal. Em relatório recente, o banco holandês Rabobank sinalizou que as importações chinesas de carne bovina devem retomar os níveis normais apenas no segundo semestre.

As incertezas trazidas pelo avanço do coronavírus sobre o agronegócio, além dos números atualizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra de grãos 2019/2020 foram assuntos da edição desta terça-feira (10/3), do CBN Agronegócios.

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