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Uma das tecnologias com maior impacto na região da Argentina é incorporar pastagens megatérmicas que ofereçam maior produção e estabilidade da matéria seca digestível. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisa Agopecuária (INTA), daquele país, a produção de pastagens megatérmicas concentra-se no período de verão e gera escassez de forragem por 100 e 150 dias, dependendo do ano. 

Fernando Nenning – especialista em pastagens megatérmicas do INTA Formosa – destacou o uso de espécies plásticas devido ao seu grande poder de adaptação e tolerância às diferentes condições ambientais, como baixas temperaturas, secas ou excesso de água. “Para aprimorar as habilidades dessas espécies, é necessário associar-se a outras gramíneas ou leguminosas”, afirmou. 

“Existe um número significativo de forrageiras tropicais de diferentes características adaptadas aos diferentes ambientes da região”, disse Nenning, para quem “cada uma gera um salto produtivo em comparação com a vegetação natural, além do fato de que muitos fornecem serviços ecossistêmicos, como o sequestro de carbono, fixação de nitrogênio e retenção de água”, indica. 

E ele enfatizou ainda que, “para aumentar a produtividade dos sistemas de criação de gado na região, é necessário aumentar a superfície dessas pastagens, que são mais produtivas e de melhor qualidade do que a grama natural”, completa. 

Por sua vez, o técnico explicou que “implementar uma gestão estratégica que aumente seu consumo sem afetar sua persistência é outra das pernas que torna o negócio mais sustentável, sustentável e rentável”. 

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